26 de novembro de 2012

Os primeiros rumos do verão 2016

Romper fronteiras e proporcionar emoções em estampas e componentes são conceitos-chave

Um consumidor mais conectado, com infinitas possibilidades de compra e interligado pela rede mundial de internet pontua a nova macrotendência de comportamento. Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Walter Rodrigues, este personagem da vida real está totalmente relacionado à temática que inspira a criação de componentes da moda para o verão 2016: Fronteiras. “O mundo mais ágil, mais leve e mais fluído é símbolo da temporada. O verão 2016 rompe as fronteiras e busca por novas sensações, novas emoções”, definiu o consultor durante a apresentação do Fórum de Inspirações, em Novo Hamburgo/RS, no dia 16 de setembro.

As referências para a temporada são agrupadas em três grandes conceitos. 'Deslocamento' é o ponto de partida para o desenvolvimento de uma fatia menor da coleção – 10% de seu total –, incentiva a experimentação e promove produtos que transmitam emoções ao consumidor. Aspectos texturizados, gelatinosos e curvilíneos estão sob este guarda-chuva. Novos drapeados trazem a ideia de envolvimento, de conforto e de aconchego. Tons frutais e elementos do nomadismo aparecem. O novo artesanato se reflete em estampas carimbadas, tapeçarias e fibras tramadas. Do sportswear são explorados cordas e mosquetões. Também surgem canvas com acabamentos diferenciados, texturas de rochas e vulcões e roupas sem diferenciação para os gêneros masculino e feminino.

Suavidade
'Suavidade' é o nome do conceito que norteia 30% das criações de uma coleção para a temporada quente de 2016. Contornos fluídos, aquarelados e flores são peças-chave. Mandalas e a sequência espelhada de traços são explorados. Tecidos impermeáveis e acetinados são telas para a profusão de tracejados que remetem a penas. “O animal print deve ser repensado”, salienta Rodrigues, sugerindo as borboletas como inspiração. E é das asas das borboletas que vêm a fragilidade e o efeito translúcido. A agressividade de vidros quebrados contrasta. Tingimentos lavados e orgânicos  lembram as cores dos chás. Degradês, denim e plissados encontram espaço nesta temática.

Metrópole
O mais abrangente dos temas, 'Metrópole',  é base para 60% do total da coleção. A movimentação das grandes cidades, o contraste das cores com o cinza urbano e a simplicidade das formas inspiram este conceito. Ângulos e emaranhados da arquitetura motivam muitos vazados a laser. Rabiscos e artes das ruas e muros mostram tons diversos, enquanto estampas escorridas, traços líquidos, pop art , new wave, metalizados coloridos e as geometrias com características dos anos 1980 trazem a alegria da estação. “A moda precisa proporcionar diversão em meio ao estresse da nossa rotina”, sublinhou o pesquisador.


Por: Camila Veiga | GBM Comunicação

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