26 de novembro de 2012

Fintechs são o caminho para novos meios de pagamento no varejo calçadista

Dentro de cinco anos, a forma de pagar no Brasil vai ter deixado as maquininhas de lado para reagir com fintechs e com soluções para o varejo e para o consumidor. A previsão é de Osny Gamba Junior, diretor da Orange Trade, que ministrou a palestra “O Varejo e os Novos Meios de Pagamento além dos Cartões de Crédito e Débito: O futuro já Chegou” durante a Couromoda 2019.

Em sua apresentação, o palestrante deu dicas para fazer dos meios de pagamento uma forma de relacionamento com os consumidores. “As fintechs são as novas armas do varejista, que conseguem, pelo uso delas, tornar o meio de pagamento uma forma de relacionamento. É aí que muda tudo. Saímos da guerra das máquinas para a guerra pelo consumidor e, assim, fidelizá-lo”, explica o executivo.

Osny citou o case de sucesso da Starbucks, que criou um App de pagamento exclusivo da marca, que já é o mais popular do mundo, utilizado em 2018 por 23,4 milhões de pessoas dando novas perspectivas de negócios para a rede e superando em número de usuários concorrentes de peso como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay.

Consumidor quer benefício
“Como a marca conseguiu isso? Entregando para o cliente o que ele quer: benefício. Trata-se de uma tendência natural, tanto para o médio como para o pequeno varejista, que os meios de pagamento sejam mobile. Ninguém usará nada físico a não ser o smartphone e, a médio e curto prazos, o reconhecimento facial”, avalia Osny.

Entre as principais tendências citadas pelo executivo, estão pagamentos mobile ou via app wallet do varejista, por meio de programas de fidelização e recompensas e private label crediário juntos com mobile payment, pagamento bilateral QR-Code e reconhecimento facial.

Para o executivo, o Brasil oferece um mercado de grandes oportunidades, pois ainda não há grandes companhias nacionais dedicadas a isso, a exemplo do mercado asiático, mais especificamente a China, que chegou com força, tecnologia e disponibilidade para o varejista. “Tem que se preparar hoje, construir um big data agora para desenvolver um ecossistema capaz de falar com o cliente e, ao mesmo tempo, usar o meio de pagamento como meio de relacionamento”, alerta.

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