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27/06/2012

FecomercioSP: empresários otimistas com futuro


Os empresários de São Paulo estão mais confiantes na economia e olham para o futuro com grandes expectativas, revela o Índice de Confiança do Empresário do Comércio, no município de São Paulo (ICEC), segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que registrou crescimento de 2,1% no otimismo dos empresários entre abril e maio, atingindo 123,1 pontos em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100.

De acordo com o ICEC, entretanto, os empresários não enxergam o momento atual como satisfatório. Mesmo com o avanço da percepção em 2,6% em relação ao mês anterior, o subíndice que mede a percepção do empresário sobre o momento atual ficou em 98,3 pontos, abaixo, portanto, do nível satisfatório. A Assessoria Técnica da FecomercioSP destaca que enquanto 52,95% dos empresários afirmam que o setor piorou entre abril e maio e 49,48% acreditam que a economia como um todo apresentou retração no período, 60,38% comentam que as condições de sua empresa melhoraram.

A resposta dos empresários sobre o que esperam do futuro é mais animadora. O subíndice que mede a expectativa do empresário avançou 2,3%, mas se encontra em um patamar mais elevado que a percepção do momento, registrando 160,8 pontos. O resultado é o maior da série histórica, iniciada em junho de 2011. O ICEC revela, também, que 89,57% dos empresários paulistanos esperam melhora na economia, 90,69% acreditam em um aquecimento do comércio e 93,49% que a própria empresa irá crescer.

Adicionalmente, 71,37% dos empresários esperam aumentar seu quadro de funcionários nos próximos meses e 63,53% antecipam que farão mais investimentos do que no mês anterior. Os níveis de estoque são considerados adequados para o momento por 66,27% do empresariado, entretanto, 20,60% deles acreditam que o estoque de sua empresa está acima do que deveria e 12,56%, abaixo.

Para a Assessoria Técnica da FecomercioSP, as ações pontuais do governo para expandir o consumo, como redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a pressão para baixar os juros ao consumidor final, devem influenciar positivamente a percepção dos empresários paulistanos nos próximos meses.